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Sobre o Google Stadia

Minha visão sobre o fracasso do Google Stadia

Não é de hoje que vemos o mundo da tecnologia evoluindo e trazendo benefícios para diversas áreas, sejam vitais, como na área da saúde, ou simplesmente para lazer e recreação – computadores, consoles e celulares. E inevitavelmente vemos muitos desses equipamentos tecnológicos apresentando falhas ou fazendo coisas que estão fora do que eles foram programados para fazer. E temos o Google Stadia.

O Google Stadia é um daqueles projetos que tinha tudo para dar certo, afinal de contas ele ia revolucionar a forma como jogamos nossos tão amados jogos para computador. Um bom motivo pra isso é que nem todos tem um computador bom o suficiente para jogar a maioria dos jogos atuais para pc, mas boa parte dos jogadores tem uma internet boa o suficiente para rodar um serviço como esse.

O problema foi o modo como esse projeto foi executado. Ao lançar o Google Stadia, a Google prometeu entregar uma vasta coleção de jogos rodando em 4K HDR a 60fps. Os únicos requisitos para o usuário eram um computador com internet boa o suficiente pra isso. E até o momento o serviço foi entregue com uma qualidade inferior ao prometido e uma ‘pequena’ seleção de 22 jogos. O Premiere Edition, que foi pacote de lançamento do Stadia, custou 129 dólares (em torno de 596,88 reais) e contou com um controle, um Chromecast Ultra e uma assinatura de três meses do serviço da Google, e 9,99 dólares(em torno de 46,22 reais) por mês pelo Stadia. Um serviço que foi batizado pelas pessoas como a Netflix dos jogos. 

A meu ver, o que mais deixou as pessoas descontentes com o serviço não foi nem o pequeno catálogo inicial de jogos, nem a qualidade de entrega dos jogos, mas o fato da Google não ter entregue tudo aquilo que prometeu entregar antes do lançamento. Além do mais tem o problema da latência, que é prejudicial principalmente em jogos FPS e jogos no estilo League of Legends. E tudo isso tendo a cobrança mensal por um serviço que ainda pode ser polido e melhorado com mais algum tempo. 

Por outro lado temos outras empresas trabalhando para trazer um serviço similar ao da Google, como a Nvidia, com o GeForce Now e a Microsoft com o Xbox Console Streaming. A vantagem da Nvidia para o Stadia, por exemplo, é que se o usuário tiver uma conta na Steam com sua própria lista de jogos, ele poderá conectar a sua conta da Steam com o GeForce Now e jogá-los na plataforma com seus próprios saves pelo celular enquanto estiver em viagem, e quando voltar, poderá continuar jogando de onde parou pelo computador. Essa funcionalidade por si só já é um grande avanço que pode trazer mais gente para essa nova modalidade de serviços na nuvem. 

Minha intenção com esse post não foi a de jogar pedras aos serviço da Google, até porque esse foi o primeiro serviço desse gênero que chamou a atenção das pessoas. Mas espero que com o passar do tempo as empresas que forem investir em jogos e consoles na nuvem possam tomar esse caso como exemplo do que fazer, o que não fazer e o que melhorar pra que serviços como o Stadia possam realmente ser algo viável para os dois lados: Jogadores e empresas. E espero também que o Stadia não seja mais um dos produtos que vão entrar para a lista de produtos  e serviços mortos pela Google. Inclusive, pra quem quiser dar uma olhada, existe um site que lista todos os produtos que a Google já desativou ou desistiu. Essa lista já possui 198 itens.

Site: https://killedbygoogle.com/

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